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June'16

Junho costuma ser o meu mês preferido mas desta vez o mês que marca o meio do ano (como assim??) foi um pouco agridoce. Foram os dois anos do blogue, os meus quinze anos, os quinze anos da Joana (que teve direito a uma festa surpresa pelo terceiro ano seguido e continua a não suspeitar de nada, tótó!) e aos vinte do meu irmão. Foi a correria, as manhãs a dormir, as tardes com a cara nos livros, as reuniões de última hora. Foram a morte do meu telemóvel, as malas feitas e prontas para partir, as bolhas nos pés, os materiais para exame na mão e a comparação de respostas no fim. Foram Torres Novas e Ferreira do Zêzere, o rio e a piscina. As horas a andar e cantar canções que não lembram ao cego, os últimos gritos de guerra da época, as últimas correrias antes de entrar em praticável e o último nervoso miudinho. Foram as refeições ao ar livre, o Portugalgym, o sol a queimar as maçãs do rosto e as bebidas frescas que fizeram o inicio do meu verão. 

Foi o alívio pós exames, os mergulhos no rio, as brincadeiras em cima das canoas, a adrenalina dos desportos radicais. O fim das aulas, o adeus a algumas pessoas, o fim do meu primeiro bullet journal, os elogios inesperados, as noites longas, dos diys,  e das pessoas que não via há eternidades. Foi um mês de sentimentos contraditórios. Nuns dias reinava o desespero e os nervos  e nos outros dias eram calmos, tranquilos e muito felizes. Acabo Junho com ânsia pelo que vem aí, pelo tempo mais livre e pelos dias mais felizes. Porque verão é sinónimo de felicidade. Não faço a menor ideia de como vai ser Julho, mas que seja muito bom e que passe devagarinho que da próxima vez que escrever para esta rubrica já vou estar a meio das minhas férias e a fazer malas para uma nova aventura!


Fotografia da minha autoria
Após dez meses meses de uso intensivo o meu primeiro bullet journal está terminado!


Mais sobre o meu bullet aqui.

TRAVEL GUIDE: FAIAL | Peter's Café Sport

Quando há uns anos fui aos Açores  visitei algumas ilhas incluindo o Faial. Não tivemos muito tempo por lá mas vimos o essencial: O vulcão dos Capelinhos, o farol, Porto Pim, a marina e como não podia faltar, claro, o Peter's Café Sport que fica na cidade da Horta. Mas o que tem tão de especial este café? Pois bem, é um local de paragem obrigatório pelo espaço com pertences dos quatro cantos do mundo. Entre bandeiras, mensagens e lembranças dos que passaram por lá há muito para ver naquele local.

Era um local frequentado na antiguidade por ser onde se conseguia enviar sinais de vida através de cartas para outros pontos do mundo. É um complemento à visita à marina com as pinturas feitas pelos viajantes pois havia uma lenda que se não deixassem a sua marca não voltariam a casa. Há desenhos incríveis de todo o mundo, em línguas esquisitas e o sinal de que muitas pessoas passaram por lá e que deixaram pequenas obras de arte no chão ou nos muros. 

É quase inaceitável ir ao Faial e não ir beber o icónico gin tónico ao Peter's! Dizem até que se formos até à Horta e não formos a este café mundialmente conhecido (este é o original mas há também em Lisboa e no Porto) não vimos realmente a cidade. Já sabem, se estiverem por lá não hesitem em visitar nem que seja para contemplar a história de cada pertence deixado por velejadores.
Fonte




Tenho um jeito especial para colocar tudo e mais alguma coisa dentro de uma mala de viagem ou de uma mochila de acampamento. Não importa o tamanho da mala, eu arranjo sempre solução e espaço para levar o universo e mais um par de botas comigo!

Três mãos cheias.

O meu aniversário começou em Torres Novas a conversar com uma rapariga na Festa Nacional da Ginástica e com o grito de alguém a dizer "Já é meia noite" seguido da música dos parabéns em uníssono por parte das minhas colegas e de mais alguns atletas. Veio um moche, muitas mensagens dos meus amigos e familiares e um bolo. Um bolo. Com uma bailarina. Estava na pastelaria mesmo à minha espera! E distribui bolo, disse muitos obrigadas, recebi muitos abraços e beijinhos e palavras mimosas. Impagável.

Já em casa quis fazer uma pequenina comemoração com as gentes mais velhas só para assinalar a data, com direito a cheesecake (o meu aniversário não é o meu aniversário sem um cheesecake na mesa, é tradição!), crouquembouche (uma iguaria da autoria de Adriano Zumbo, quem vê MasterChef Austrália sabe o que é e podem ver o original aqui, a versão deliciosa da minha mãe está na foto  abaixo) e obviamente o segundo bolo do dia. Entre conversas descontraídas sobre os exames, os escuteiros e a ginástica o tão meu doze de Junho terminou. Não recebi muito presentes, que também era algo que eu pretendia mas tenho mesmo que destacar o livro Manual de Fotografia Escutista que foi uma autêntica surpresa, totalmente a minha cara e que me vai permitir evoluir muito! Assim que o acabar quero fazer uma review. Obrigada pelas mensagens carinhosas, tanto aqui como nas redes sociais. Assim foram festejados os meus quinze anos de vida!


DANCING SHOES | Evolução

Quando criei este blogue, em 2014, o meu principal objectivo era melhorar a minha escrita e sinto que cada vez estou mais perto do objectivo. Apesar de não escrever mais corretamente (ainda uso muitas coisas fora do acordo ortográfico que me custa horrores a implementar, baralho muito os "à" com o "há", coloco vírgulas nos locais errados, faço frases demasiado extensas e.t.c.) mas além disso o blogue deu-me ferramentas para escrever rápido, para conseguir escrever muitas palavras, para ter pensamento rápido. Tenho muito colegas que primeiro, nos testes, fazem rascunhos, eu não consigo, eu tenho uma  ideia e vou desenvolvendo já no teste. Não faço planos, simplesmente deixo as coisas fluírem e nunca correu mal.Não aguento fazer rascunhos quando escrevo à mão porque eu sou de ideias momentâneas e de pensamentos fluidos. Para além disso tenho cada vez mais capacidade argumentativa e de crítica. Eu sou de escrever rápido e de escrever o que me vem à cabeça e não de mil rocócós. É o meu estilo de escrever e com certeza que todos têm um diferente! Nos últimos dois anos não cresci só de altura, só de corpo, só de mentalidade, só de inteligência mas também cresci na escrita, quão bom é isso?!



O exame de português já está, já só falta matemática!

PortugalGym 2016

Esta foi a minha terceira participação na Festa Nacional da Ginástica e tivemos sorte que a viagem não durou muito, contrariamente às duas a que fui anteriormente, Loulé e Guimarães. A organização aproveitou o fim-de-semana prolongado para realizar o enorme evento com cerca de 4000 participantes e no geral foi bom. Não conhecia a cidade e foi giríssimo passear pelas suas ruas. Admito que Loulé, no ano passado, foi muito melhor, pelas pessoas, pela cidade em si, pelo almoço de convívio e pela gala.

Foram as praxes e uma treinadora a chamar-nos para mostrar-mos as suas alunas como era uma verdadeira praxe de ginastas (sim, nós praxamos mas em nada tem a haver com as praxes universitárias excepto, obviamente, o nome). Foram as meninas que vieram ter connosco a elogiar os nosso fatos, as trocas de usernames e de olás com outras ginastas. Foram os banhos de água quente (que não se apanha todos os dias!), as pessoas a tomar banho às duas da manhã e às sete da manhã, foi o estudar à luz da lanterna, as reuniões secretas, as fotografias artísticas, as actuações, as cantorias na rua, o ir tomar o pequeno-almoço de pijama e de meias e chinelos e ninguém te dizer nada. Foi coser o fato minutos antes de entrar porque as costuras rebentaram e o arco que se partiu - felizmente - já no final da actuação (confesso que me ia desmanchando a rir) e as cinquenta mil milhões de actuações ao som da "Dia de Folga" da Ana Moura e  foi obviamente o meu aniversário pelo meio. 

A gala foi uma desilusão na vertente que mais me apaixona, obviamente, a ginástica rítmica, e teve coisas giríssimas de acrobática como a recriação d'A Alice no País das Maravilhas de uns ginastas da Escola Secundária Almeida Garrett que estava BRUTAL, para não falar nos fatos e nos adereços que estavam incríveis e dos ginastas do GimnoFrielas que venceram Menção Diamante! Houve uma homenagem aos ginasta que este ano vão participar nos Jogos Olímpicos (nas disciplinas de Ginástica de Trampolins, Ginástica Artística Feminina e Masculina) e de todos os ex-Olímpicos, atletas, treinadores e juízos, muito bonito! Habitualmente há somente uma gala no último dia à noite onde actuam "os melhores" do país (ou então as classes e os clubes que têm nome) mas este ano houve duas pois o pavilhão não tinha espaço suficiente para todos os ginastas. Uma à noite como sempre e uma de manhã. Obviamente não temos a mesma energia e a mesma pica de manhã que temos à noite! Então eu fui à da manhã e foi uma lástima, o público estava mortinho e muitas actuação que queria ter visto que foram à noite (como rítmica individual, tumbling ou ginástica solidária) não foram de manhã. Foi uma pena e foi a pior gala a que já assisti. 

Apesar de tudo, foi bom, a organização - mais uma vez - não foi a melhor mas divertimos-nos tirámos fotografias giras e sobretudo desfrutamos do momento. Mal posso espero do evento que vem no próximo ano e espero mesmo que seja numa localidade cheia de coisas giras para fazer! Até para o ano, PortugalGym! Vais deixar imensas saudades!





Yay! It's my birthday! E já são 15!

Estou de partida, desta vez para Torres Novas para mais uma edição da Festa Nacional da Ginástica!

Este verão vou a Paris! Dicas? Sugestões? Truques? Aceito tudo!

2013-2016

Acho que devemos finalizar capítulos bons da nossa vida com um texto como um marco assim como fazemos com viagens e acontecimentos especiais e os últimos três anos merecem um marco na minha vida e no espelho dela - o blogue. Terminei as aulas do 3º Ciclo na sexta-feira, algo muito esperado desde 2013 quando entrei pelas portas de uma escola nova e diferente. Foi me imposto muita coisa, aprendi muito e fiz grandes memórias.

A Leonor de Junho de 1016 já não se vê como a miúda de Setembro de 2013. Somos pessoas muito diferentes e mudamos imenso, física e psicologicamente. Um instituto de ensino novo foi o primeiro passo para um novo eu. Para uma rapariga numa "escola de gente grande", para o meu estilo, para o meu psicológico. Fui convidada a arriscar e pus muitas inseguranças de lado. Pode parecer estranho mas o ambiente em que tenho estado nos últimos anos e o clima de aceitação de tudo no meu grupo de amigos ajudou-me a pôr o pé fora da minha zona de conforto. Andei de saia (que eu juro, era algo que eu nunca esperei vir a acontecer), mas também andei de calças de fato-de-treino e sweat e cortei muito o cabelo. O ambiente influenciou-me de uma boa maneira e por isso eu hoje sou mais Leonor e muito mais aquilo que sempre quis ser. 

Nos últimos três anos fui desafiada a saltar barreiras e a ser melhor. Tive muito boas notas e muito más notas. Tive resultados estrondosos e tive recuperações inacreditáveis. Aprendi a estudar e fui basicamente obrigada a isso. Não foi nada fácil adaptar-me a este regime muito mais difícil. Mas adaptei-me e sobrevivi para contar a história. Tive professoras detestáveis e tive professoras que me marcaram. E um gigante obrigada a elas por para além de me ensinarem matérias me ensinarem a ser melhor pessoa e por nos ajudarem e por estarem sempre dispostas não a tornar-nos grandes cérebros mas sim grandes cidadãos do mundo.  

Aos meus amigos e colegas que nunca me deixaram sozinha, que me consolaram depois dos raspanetes, que reclamaram comigo e que celebraram as minha vitórias, e eu as deles. Cheguei àquele local com duas amigas e multipliquei várias vezes este número. Conheci amigos que espero que sejam para a vida! Fizemos muita parvoíce, rimos quando não devíamos, organizá-mos presentes, festas e surpresas e fizeram me rir muitas vezes. Vamos seguir caminhos diferentes e talvez os corredores do nosso quotidiano não se cruzem e por isso merecem um grande agradecimento. Parabéns às pessoas que se sentaram ao meu lado e me aturaram com a minha cara de sono pela manhã, com as minhas reclamações e com os meus dilemas e alegrias, estou extremamente grata por todos vocês terem dado o vosso contributo para a rapariga que sou hoje. Obrigada pelas piadas, pelos jogos de voleibol a toda a hora, pelos sorrisos, pelas piadas parvas, pelas fotos com caras engraçadas pelos abraços, pelo ambiente familiar e pelo The Lunch Club. Conheci, reconheci e fortaleci amizades que espero que nunca se desvaneçam. No inicio éramos estranhos, pessoas que se olhavam de lado e que se julgavam sem conhecerem e que se tornaram companheiros de dias impossíveis e de matérias intragáveis mas também de dias solarengos. Foram os papéizinhos trocados, as opiniões e sugestões de filmes e séries e os livros partilhados de mão dada com as private jokes mais tótós e as piadas sem piada. Criei amizades que não só estão presentes no interior do recinto escolar mas também no seu exterior. Fiz amizades que foram capazes de marcar presença em momentos muito importantes da minha vida e eu nas deles e isto é impagável. E aos meus pais e ao meu irmão por toda a motivação e apoio dado a toda a hora.

Se tudo correr como planeado, continuarei no mesmo estabelecimento de ensino mas numa turma nova, num ciclo novo onde tudo vai ser diferente e em que vai ser tudo a matar. É algo que esperava à muito tempo (livrar-me de fisico-química e matemática!!!!) e vou finalmente poder focar-me naquilo que realmente me apaixona - a História e as línguas -  e começar a traçar o meu futuro. As coisas ainda se vão dificultar mais mas é algo que quero à tanto! Dizem que vem aí uma das melhores etapas da minha vida e espero mesmo que assim seja!

Os últimos três anos foram extremamente importantes para a formação da minha pessoa. Aprendi do que gostava, do que não gostava, do que queria, do que não queria. Tive grandes experiências, fiz figuras tristes, superei medos e fiz coisas das quais não me orgulho. Os últimos anos não foram fáceis mas foram feitos com sucesso e com aprendizagens para além das que vêm escritas nos livros. Há quem conclua o secundário, há quem conclua a faculdade, eu conclui o terceiro ciclo (faltam só os exames) e isto precisava de um marco, aparentemente um enorme marco. Obrigada a todos. Mesmo.


DANCING SHOES | Dois Anos

Dois anos. Como assim?! Foi neste dia em 2014 que criei o primeiro Dancing Shoes e este sendo o segundo capítulo faz todo o sentido ser a completa continuação do outro. Muito aconteceu, muito relatei, muito partilhei e muito registei para sempre. Hoje sopramos duas velas. Duas velas sempre a crescer entre tudo o que mais me apaixona, que seja o desporto ou os sítios que visito. Aqui relatei momentos muito importantes dos últimos dois anos que guardo para sempre e que adoro rever sempre que possível.

Lembro-me perfeitamente do impulso que me deu para criar o Dancing Shoes. Tinha um blogue com uma amiga mas não me agradava e então disse adeus àquele projecto e pensei que gostava de datas bonitas para coisas bonitas e dia um de Junho foi o dia, é um dia giro, ou não?! Lembro-me do meu primeira publicação, do design inicial, da excitação dos primeiros comentários, ver as visualizações a aumentar! Foi e tem sido tão bom! Lembro-me do processo da escolha do nome e de pensar que nem um mês devia durar, dois anos depois aqui estamos.

Tem sido incrível partilhar dois anos convosco e tenho genuinamente que agradecer a todos os que lêem, comentam e apoiam, que espalham energias positivas por este espaço e que são incríveis, o meu maior genuíno agradecimento! Dois anos passaram a voar e tenho mesmo que agradecer pelo carinho de me acolherem no vosso feed. Vocês são incríveis. Dois anos, pouxa.